on
Criado em 23 Março, 2017

Avaliação do Usuário

PLG_VOTE_STAR_ACTIVEPLG_VOTE_STAR_ACTIVEPLG_VOTE_STAR_ACTIVEPLG_VOTE_STAR_ACTIVEPLG_VOTE_STAR_ACTIVE
Paste a VALID AdSense code in Ads Elite Plugin options before activating it.

 

A linha tênue entre ser e aparentar abrange muito mais que vaidade. É uma questão de aceitação e amor próprio

                Amadurecer com saúde, para mim, não é apenas fazer o check-up com o clínico todo início de ano, a fim de medir a glicemia, colesterol, hormônios e etc. Foi-se o tempo em que envelhecer era o mesmo que se preocupar com doenças e se resguardar. Tampouco é época de “se dar ao respeito” e pensar que a sexualidade e a sensualidade foram coisas que ficaram no passado. A caminho dos 50, o meu corpo deve exuberar as marcas de saúde e a sensualidade de uma mulher que sabe cuidar de si.

Click: Bel Saffe

                Chego aos 50 com a mesma disposição que tinha quando mais nova. A única coisa que mudou foi a forma de encarar e aproveitar essa disposição. Hoje, não gasto mais tempo com besteira e discussões que não vão acrescentar em nada na minha vida, especialmente aquelas que tangem à forma como trato e privilegio o meu próprio corpo. O corpo maduro não deve se retrair, mas se erguer com orgulho e enfrentar a rejeição aplicada, por séculos, a mulheres depois dos 40.

Click: Larissa Azi (amardepeixe)

    Uma das formas que encontro de me afirmar como mulher madura e inspirar outras a se amar é fazer ensaios fotográficos periodicamente, uma ou duas vezes por ano, para que, através das lentes e da arte fotográfica, eu possa contemplar a maturidade em mim e aprender a amá-la. Este é um exercício que digo sempre a minhas amigas e leitoras que vale a pena. Fomos educadas as nos esconder, a nos reservar, mas a arte é um instrumento que uso para florescer a sensibilidade e a sensualidade do meu corpo, ainda que maduro.

Click: Ana Oliveira

     Não digo com isso que a mulher deve buscar reverter os processo de envelhecimento ou até mesmo viver o culto ao corpo, como se chegar a uma forma idealizada fosse a meta de toda mulher madura, mas encontrar a sua sensualidade na maturidade é uma forma de viver melhor e se empoderar diante de tanto preconceito e desinformação. Vale lembrar que o corpo não é só a nossa estética. A transformação deve partir de dentro para refletir por fora. Portanto, trate sempre de ficar de olho em seus níveis hormonais, nos alimentos que você consome, na suplementação e nos exercícios praticados. Acima de tudo, não abra mão da sensualidade por causa da idade. Você não sabe o que está perdendo!

on
Criado em 13 Março, 2017

Avaliação do Usuário

PLG_VOTE_STAR_ACTIVEPLG_VOTE_STAR_ACTIVEPLG_VOTE_STAR_ACTIVEPLG_VOTE_STAR_ACTIVEPLG_VOTE_STAR_ACTIVE
Paste a VALID AdSense code in Ads Elite Plugin options before activating it.

 

Reconhecer a família como uma conexão e não como um espaço de pertencimento é uma forma que encontrei de vivê-la em plenitude.

                Eu nunca gostei dos termos “dona de casa”, “mulher de família” e “mulher do lar”. Tanto não gosto que minha rotina é tão corrida e dando conta de tantas demandas do trabalho, da minha vida social, esportes, amigos e projetos, que mal paro em casa. Ainda assim, o valor que a família e o lar têm pra mim não é nem mais nem menos do que para aquelas que gostam destes termos que citei. Isso porque, ao longo da minha trajetória, eu redefini a forma como eu me relacionaria com a minha família. Decidi não ser “dela”, mas sê-la!

                Quando você deixa de ser “mulher de família” para apenas ser família, a conexão com quem você ama ultrapassa o conceito que diz que você, mulher, tem determinadas funções dentro de um lar e na constituição de família, delimitadas culturalmente por uma sociedade que quase nunca nos contempla em relação aos direitos sociais e à igualdade de gênero. Ser família me faz ter uma ideia do lar como um porto seguro, como o ponto de partida e o ponto de chegada de todo meu amanhecer e anoitecer, e não como algo a ser administrado ou até mesmo ostentado. Não se ostenta pessoas como se fossem resultados de sua criação ou seus esforços. Estamos falando de seres humanos! E tudo isso reflete na forma como os demais membros, no meu caso, marido e filhos, vão encarar as atividades e responsabilidades dentro e fora de casa, resultando numa convivência mais tranquila, amorosa e extremamente democrática.

                Manter isso na idade madura é ainda mais difícil, pois ainda é preciso desconstruir a imagem da mulher que se afasta do trabalho e de outros afazeres para cuidar da casa, “manter a postura”. A caminho dos 50, ser uma mulher família me possibilita viver momentos maravilhosos com meus filhos e meu marido, todos igualmente com as suas agendas lotadas, mas sempre com aquele tempinho pra verificar se tá tudo bem um com o outro, trocar um carinho, ajudar em qualquer coisa. Tudo fica mais de igual pra igual e a conexão fica muito mais humana, afinal, mais importante que os laços de sangue e os papéis sociais é a humanização nas relações dentro e fora do lar.

                Neste recesso de Carnaval, tivemos uma oportunidade maravilhosa de sentir essa conexão cada vez mais forte, em uma viagem que fizemos juntos aos Estados Unidos e México. No mundo contemporâneo, apenas nessas horas – ou nas horas ruins – é que de fato temos um espaço de tempo maior para estar juntos, e as experiências vivenciadas fortalecem as relações.

 

O segredo para viver a família de forma plena não é estar lá para cumprir o seu papel de mãe, mas para ser mãe. Não ter obrigações de esposa, mas ser companheira e ter reciprocidade em absolutamente tudo. Não é ser do lar, mas viver nele, compartilhá-lo com quem você ama. Cuidar dele junto com os seus. A mulher família reconhece a sua condição humana e o fato de que está lidando com outros seres humanos, com suas individualidades, sonhos e demandas. E respeitar tudo isso faz com que você seja amada também por sua essência e pelas mesmas singularidades. Ser uma mulher família é tudo de bom e te dá a certeza de que nos próximos 50 anos (com margem de erro para mais ou para menos, rsrs), se Deus quiser, estaremos juntos, nos amando e nos respeitando cada vez mais.

on
Criado em 26 Fevereiro, 2017

Avaliação do Usuário

PLG_VOTE_STAR_ACTIVEPLG_VOTE_STAR_ACTIVEPLG_VOTE_STAR_ACTIVEPLG_VOTE_STAR_ACTIVEPLG_VOTE_STAR_ACTIVE
Paste a VALID AdSense code in Ads Elite Plugin options before activating it.

 

O desafio é o norte da mulher madura. A caminho dos 50, podemos inventar e tentar coisas extraordinárias!

 

            A inquietude de uma ariana como eu, ultrapassa os limites pessoais e invade o campo profissional. Sempre foi assim. Do ramo de vendas para a área de relações internacionais, até me encontrar administrando o meu próprio spa, passei por diferentes profissões que foram verdadeiras escolas, essenciais para me transformar na mulher confiante e experiente que sou hoje – e que ainda tem muita sede de aprender. Muitas vezes, por ser inventiva e adorar novos desafios, ouvia de minha mãe e até de conhecidos mais velhos: “você precisa ter uma segurança, algo fixo, não pode ficar mudando toda hora”, e, a caminho dos 50, percebo que não hesitar na hora de mudar e manter na mente a ideia de que a minha segurança é amar o que eu faço é foi uma das melhores escolhas da minha vida.

            Vivemos procurando segurança em tudo e, principalmente, o trabalho se tornou um símbolo de estabilidade que, na realidade, ele não tem. E não estou falando apenas da questão financeira, mas a segurança de estar onde queremos estar, fazendo o que no momento queremos fazer. Muitas mulheres, ao se aposentarem, ficam sem norte na vida, como se não tivessem a sensação gostosa de dever cumprido. Quando você trabalha por trabalhar, apenas para alcançar a sua segurança e estabilidade financeira, seu real dever nunca será cumprido, mas apenas a sua carga horária e, mais uma vez, você estará se encaixando num padrão que a sociedade quer que você siga. Vejo mulheres com dons claros para lecionar, mas com medo de enfrentar uma sala de aula, preferindo ficar atrás de uma mesa de escritório. Outras, que são notáveis artistas, chefes de cozinha, atletas, e adoram quando têm contato com essas áreas por hobby ou eventualmente, mas hesitam em partir para a prática profissional que certamente seria um sucesso.

            A vocação da mulher madura, para mim, não é e nunca foi a estabilidade – em qualquer sentido ou área da vida – especialmente a profissional. Se você não está feliz fazendo o que você está fazendo ou contente nos espaços que você têm ocupado atualmente, é bom repensar se vale a pena ficar, deixando de lado a desculpa da idade, até porque, com 49, eu sei que eu ainda posso mudar muito, ou não. É tudo uma questão de querer e planejar. A minha vocação é o desafio, e isto faz com que eu dê tudo de mim no momento em que eu estou, no lugar onde estou, buscando os objetivos e os êxitos que busco. Isso sempre me faz ter um norte, seja lá pra qual for a direção que a bússola aponte ou passe a apontar.

on
Criado em 06 Fevereiro, 2017

Avaliação do Usuário

PLG_VOTE_STAR_ACTIVEPLG_VOTE_STAR_ACTIVEPLG_VOTE_STAR_ACTIVEPLG_VOTE_STAR_ACTIVEPLG_VOTE_STAR_ACTIVE
Paste a VALID AdSense code in Ads Elite Plugin options before activating it.

               

                    Uma das histórias que mais me fascinam é a da “Alice no País das Maravilhas”. Além das referências e metáforas profundas que o mestre Lewis Carroll incluiu em sua narrativa, o detalhe que mais me intrigada era a presença do Coelho Branco apontando para o seu relógio de bolso, dizendo sempre que a Alice estava atrasada. Eu pensava: “como a Alice poderia estar atrasada, se ela não tinha marcado compromisso com nenhum daqueles personagens?” Ao entrar no mundo das maravilhas, descobrimos que não era a Alice que estava atrasada, mas o próprio país, ao se deparar com a garotinha subversiva e curiosa, que desafiava a ordem das coisas.

                Por que eu estou falando disso? Porque o tempo será a nossa pauta dos próximos posts, pois em março, completarei meio século de vida. Na iminência de me tornar uma cinquentenária, aquela boa e velha crise fase de reflexão vem à tona e eu comecei a me perguntar: qual é o meu tempo? O tempo na vida de uma mulher é demarcado por ciclos que a acompanham durante toda a vida, desde a 1ª menstruação até o período em que temos de dar uma forcinha na produção de hormônios para viver bem. A mulher é um ser cíclico e isso fica ainda mais latente na maturidade.

Mas, para além dos nossos ciclos fisiológicos, a mulher enquanto instituição também obedece a ciclos relacionados ao seu papel social. Sempre delimitada por um ponto de vista patriarcal, a mulher madura foi desenhada como aquela que está se resguardando, após cumprir os papéis que lhes eram cabidos (que, em resumo, significava cuidar da casa, dos filhos e do marido – não necessariamente nessa ordem). Ao entrar nos 40, eu me recusei a ser deste tempo e a cumprir esta parte de um ciclo com o qual eu nunca me identifiquei. Ariana e, por conseguinte, inquieta, redefini meus papéis na sociedade e o meu lugar no tempo através da produtividade no meu trabalho, encaminhando devidamente as demandas familiares e, principalmente, cuidando de mim e do meu corpo (que será um dos temas desta série de textos). É uma lástima constatar que não muitas mulheres da minha geração seguem um estilo de vida em que o tempo é uma ferramenta e não o próprio destino. Há muitas cinquentonas e quarentonas com potenciais perdidos por conta da pressão que sofrem para se enquadrar a perfis e espaços sociais que nos impedem de explorar novas e incríveis possibilidades da maturidade feminina. E, partindo deste incômodo, criei o Mulher Depois dos 40, cujos resultados têm sido compartilhados por muitas leitoras que se reencontraram com o Tempo através do blog.

                Caminhar para os 50 tem sido uma experiência curiosa na minha vida. Ainda estou retomando o ritmo nos trabalhos e no esporte, encerrando um recesso que tem me dado tempo pra pensar nas novas perspectivas que devo ter daqui pra frente, especialmente porque eu entrarei nos 50 em um período politicamente conturbado para as mulheres. É preciso pensar sobre o nosso tempo, sobre mudar o tempo e regular os ponteiros daqueles relógios que insistem em atrasar. E jogar fora os que já não funcionam mais. Quero chegar aos 50 como a Alice: atrasada pelos olhos de uma sociedade antiga e autoritária, mas muito à frente do seu próprio tempo e ciente de que o seu lugar é não ter lugar.